"Senhor, por favor, me ajude a aprender logo o que o Senhor quer me ensinar"

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quase todos nós temos algum medo de dar certo. A primeira ideia tem a ver com o medo relacionado com a inveja que o sucesso costuma provocar.

O medo de dar certo também tem a ver com a perda de amigos e até de parentes: eles podem se ressentir e se afastar por se sentirem por baixo.

O medo do sucesso também atiça o medo da felicidade: parece que ela atrairá alguma coisa ruim (no mínimo a perda do que já conquistamos).

É incrível e poderosa essa sensação que temos de que a felicidade atrairá tragédias de toda ordem. É como se não tivéssemos direito a ela!

Por medo da tragédia que viria com o sucesso, nos sabotamos e atuamos contra nós mesmos: grande sucesso pode gerar a autodestruição total!

Nossa sociedade estimula muito todo tipo de comparações: desde a infância fomos comparados com irmãos mais estudiosos e primos mais educados.

Na adolescência nos comparamos com os astros e estrelas do cinema e televisão: nos sentimos mais feios, menos charmosos, sem fama e dinheiro.

Nos comparamos com os colegas que têm mais sucesso nas conquistas eróticas e românticas: o orgulho fica ferido e nos sentimos humilhados.

No clima de comparações, todos olham para os que têm mais e se entristecem; ninguém está feliz com sua cota: só existem copos "meio vazios"!

Flávio Gikovate

quinta-feira, 15 de julho de 2010

“Se temos de esperar que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida. Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos...”

Cora Coralina
Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo. Gênero não me pega mais. Além do mais, a vida é curta demais para eu ler todo o grosso dicionário a fim de por acaso descobrir a palavra salvadora. Entender é sempre limitado. As coisas não precisam mais fazer sentido. Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada. Porque no fundo a gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro."

Clarice Lispector

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Sempre permaneça aventureiro. Por nenhum momento se esqueça de que a vida pertence aos que investigam. Ela não pertence ao estático; Ela pertence ao que flui. Nunca se torne um reservatório, sempre permaneça um rio.”



"A vida só é possível através dos desafios.
A vida só é possível quando você tem
tanto o bom tempo quanto o mau tempo,
quando tem prazer e dor;
quando tem inverno e verão, dia e noite;
quando tem tristeza tanto quanto felicidade,
desconforto tanto quanto conforto.
A vida passa entre essas duas polaridades.
Movendo-se entre essas duas polaridades,
você aprende a se equilibrar"

Osho

quarta-feira, 3 de março de 2010

Mário Quintana - CERTEZAS

Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Por que é tão difícil assumir um compromisso?

Por que é tão difícil assumir um compromisso?
por Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br


No momento em que me faço essa pergunta me vem à mente milhares de mulheres que esperam um compromisso maior dos possíveis namorados e nada acontece. Essa questão não se aplica apenas em relações amorosas, mas também em muitas outras áreas da vida.

Muita gente quer viver sem compromisso, sem tantas cobranças. Parece até que compromisso é o oposto de liberdade e algo negativo. Comprometer-se com alguém pode parecer pesado e até tirar a graça de uma relação.

Infelizmente, não podemos nos comprometer pelo outro, nem contratos de serviço ou casamento garantem um verdadeiro compromisso. As pessoas podem até fazer de conta que estão cumprindo com o prometido e não agir assim.

Vejo que o medo da profundidade das relações faz com que muita gente fique no superficial, na festa, nos embalos. Comprometer-se significa encarar os fatos como eles são, significa também viver o dia-a-dia com seus altos e baixos e, definitivamente, sair do sonho.

No amor, o não-compromisso leva a uma e outra paixão, situações efêmeras que descompassam o emocional. Já ouvi pessoas afirmarem que gostam do novo, de sentir um frio na barriga quando vão se encontrar com o parceiro. E, tudo bem, se alguém quer viver assim. Mas é fato que essas pessoas não experimentam o conforto de um abraço íntimo, de uma cumplicidade que suporte criticas amorosas e crescimento na relação.
Em relações verdadeiras e profundas, nosso parceiro tem o direito de dizer que erramos e nós temos a oportunidade de ouvir, acolher e quando as críticas vibrarem de verdade no coração, podemos mudar, aprender com os fatos e fazer diferente. Pois quando há amor e boa vontade de ambas as parte nos aprimoramos na convivência e isso, além de ser um avanço na compreensão de nossa emoção, é um grande crescimento espiritual também.

Compromisso, ao meu ver, tem o gosto de profundidade, de acolher algo muito fundo na alma. E isso é muito bom. E não precisa acontecer apenas em relações amorosas. O compromisso deve acontecer em muitas áreas de nossa vida. Se quisermos crescer profissionalmente precisamos nos comprometer; primeiro, em nos habilitar para a profissão que escolhemos, nos preparando, fazendo cursos, investindo em se atualizar e se modernizar e depois em adquirir experiência profissional. Isso sem contar com o amadurecimento emocional frente aos desafios no campo de trabalho. Porque muitas vezes podemos ter habilidades, diplomas e enfrentar um desemprego, uma fusão de empresa e toda insegurança que isso causa. Quem está livre disso?

Porém, se você tem comprometimento real com seus objetivos, ficar sem trabalhar um tempo, ou estar numa posição sem muito brilho não destruirá sua auto-estima, nem suas referências pessoais sobre o caminho que escolheu. Seu comprometimento em materializar os seus sonhos e idéias levará você a encarar os novos desafios com coragem, como uma mudança e não como um abalo sem fim.

Assim, amigo leitor, penso que pessoas comprometidas com seu ser interno são pessoas com mais chance de dar certo no amor, no trabalho e na vida como um todo. Sem compromisso com nossa verdade interior não somos confiáveis e acabamos buscando fora as explicações e respostas que estão dentro de nós. Sem compromisso não experimentamos a liberdade, o que fazemos é fugir.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ORGULHO

Todas as dores, carências e tudo o que nos incomoda vêm do orgulho!
A vida cria situações e experiências para que a gente se ligue.
O orgulho nada mais é do que a soma das nossas ilusões. Mas será que temos consciência do nosso “orgulho”?
Quando uma coisa em nossa vida não está funcionando, podemos ter certeza: o orgulho está por trás. Talvez oculto, disfarçado, mascarado, inconsciente...mas presente!
Tentamos, inventamos, reinventamos, insistimos e nada dá certo. Aliás, a vida nos dá aqueles “toquezinhos”, pra ver se a gente acorda. Uma “pressão alta” aqui... uma "pressãozinha baixa" ali...
A pressão alta é a pessoa que pressiona. A vida funciona sem que precisemos pressionar.
Pressão baixa,, no entanto é quando desistimos. Aqueles que dizem: Ah!... deixa... não adianta mesmo!
Os sintomas são vários e, se eles existem, é porque estamos no “bendito orgulho".

O orgulhoso vai em busca de “muito", mas o sentimento que mais carrega em seu peito é o do “nada”.
Parece que quanto mais conquista em matéria, mais vazio se sente em espírito.
A vaidade faz parte do orgulho e a sua cura é proclamar a verdade.
A mentira tem a função de viabilizar; no entanto, a vida não viabiliza. Não existe acordo, entende?
A verdade te espreita, te observa, te analisa e simplesmente fica ali paradinha, esperando a luzinha acender para subir no palco da vida, de cara limpa. A verdade é a única que não admite entrar em cena, representando um personagem que não seja ela mesma.

Quando não admitimos nossos atos de fraqueza, estamos no orgulho. O controlador, o perfeccionista e aquele que quer administrar tudo bem, sem mostrar nunca seus pontos fracos, são também os orgulhosos que não aceitam as coisas como elas são... Estas pessoas têm enorme dificuldade de admitir que é um aprendiz e que os outros também são.
Quando somos originais, e não sentimos vergonha de sermos do nosso jeito, transferimos para fora a vaidade.
Os portadores de uma personalidade orgulhosa, normalmente se submetem a costumes e julgam quem não os cumpre... Determinando-se bem intencionados ditam o certo e o errado para manipular e dominar, porque sabem que isso também os colocam em uma posição de autoridade.
Ah! Ledo engano e efêmera satisfação!

Bendito orgulho que nos induz a nos sentirmos “super-heróis” estressados, deprimidos, tristes e eternamente insatisfeitos!
Reflita: que fim o seu "super-herói" quer ter no teatro da vida? Às vezes não ser herói tem lá as suas vantagens...


"O orgulho que almoça vaidade janta desprezo" (Benjamin Franklin)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010


Despedir-se de um amor

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida...
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo'
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo.

As Escolhas de Uma Vida

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões". Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.

Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso. Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. Se é a psicologia que se almeja, pouco tempo sobrará para fazer o curso de odontologia. Não se pode ter tudo.

No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades. As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços. Escolha.

Morar em Londres ou numa chácara? Ter filhos ou não? Posar nua ou ralar atrás de um balcão? Correr de kart ou entrar para um convento? Fumar e beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado, viver de poesia e dormir em hotel 5 estrelas. No way.

Por isso é tão importante o auto-conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto. Quanto menos a gente errar, melhor.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010


Se não agüenta, por que veio?



Se não agüenta, por que veio?
:: Rosana Braga ::

Se alguém não tem cacife para amar, para dar tudo de si e até se superar se for preciso, então para que começar um relacionamento? Se não tem coragem de arriscar, de tentar mais uma vez, de apostar todas as suas fichas e descobrir na prática que amar vale a pena, para que insistir nessa mania de empatar o coração alheio?
Muitas pessoas têm vivido uma contradição terrível: ao mesmo tempo em que reclamam que ninguém quer compromisso, insistem em repetir que esperto é quem não entra de cabeça numa relação para não se machucar.

Resultado: nunca houve tanta gente machucada no mundo! Pessoas que se sentem ocas, vazias, cheias de ecos interiores porque não mergulham em seus sentimentos, não arriscam, não têm coragem de se envolver e de apostar no amor.
Sabe por quê? Porque as pessoas têm pensado demais. É ótimo pensar, sim; mas o mundo está carecendo de sentimentos. É preciso sentir para dar significado a esta escolha: amar. Porque sem significados não há foco, não há comprometimento.

Aí as pessoas entram pela metade. Vão, mas não vão. Querem, mas fingem que não querem. Algumas ainda fazem pior: não querem, mas fingem que querem, porque acham que é melhor estar numa relação ruim do que sozinhas.
Olha... sinceramente? Tudo isso é uma grande estupidez e tem nos custado muito caro. Números assustadores revelam depressão, tristeza, ansiedade, solidão, entre outros transtornos afetivos avassaladores.

Coisa de quem eu chamo de gente pequena, de quem morre de medo de sofrer e não se dá conta de que já está sofrendo horrores. E depois há quem diga que não entende porque é que, embora a maioria das pessoas deseje a felicidade e o prazer das relações amorosas, tem sido tão difícil sintonizar os desejos de homens e mulheres e fazer os relacionamentos darem certo!
É preciso amadurecer, e só há uma maneira de tornar isso possível: sendo corajoso o bastante para se comprometer. Nós precisamos crescer, virar gente grande no amor. E isso passa pela sinceridade, honestidade conosco e depois com o outro.

Afinal, este é o maior objetivo das relações: facilitar o processo de amadurecimento pessoal percorrendo o caminho da evolução, a fim de mostrar que é possível sair do lugar de gente imatura para conquistar o amor de gente grande.
Através de dinâmicas práticas e eficientes, este livro ajudará você a sentir o quanto pode ser bom criar vínculos, apesar de todos os enganos cometidos ao longo do caminho. Ensinará que o comprometimento é a essência do amor. Acima de tudo, mostrará a você que existe um caminho que vai dar direto no amor... é só ter coragem de percorrê-lo!

Você perceberá, ao longo dessas páginas, que pode ser pequeno no amor agora e grande amanhã; ou vice-versa. O tamanho do coração é determinado por sua profundidade e também pela sua ética no exercício de amar. E o grau de maturidade para se relacionar, por sua vez, é medido pela capacidade que homens e mulheres têm de se vincular, de criar laços.
Terminar e começar relacionamentos indefinidamente, sem procurar aprender com os erros e reconhecer os acertos, sem compreender que são nossas atitudes que provocam os resultados e as condições em que vivemos, não faz sentido. Não nos conduz à tão desejada felicidade no amor.

A vida não nos brinda somente com situações fáceis, até para que possamos perceber que são as extremidades de cada sentimento que nos dão a verdadeira noção de quem somos. É o modo como arrematamos cada experiência e cada sentimento vividos que delineia nosso processo de amadurecimento.
E é exatamente por isso que um relacionamento é sempre uma possibilidade de aprendizagem. Toda vez que você se permite experimentar, que você se disponibiliza ao outro, amando-o com tudo o que você é, com toda a grandeza que lhe cabe, estará crescendo.

Isso é amadurecer: estar inserido na vida! Sentir e viver com intensidade o que se sente! Porque definitivamente não há processo nem caminho sem decepções, desilusões, desencontros e frustrações. Assim como não há possibilidade de evolução se não tivermos a capacidade de nos sentirmos preenchidos, privilegiados, esperançosos e amados.
E mais: definitivamente não dá para ser feliz se você está sempre com um pé fora da relação, se você está sempre analisando cada momento para ver se vale a pena investir ou não. Tudo vale a pena se a alma não é pequena, já disse o poeta Fernando Pessoa.

Esta é a proposta: um mergulho de cabeça. Uma viagem de corpo e alma no amor, acolhendo suas dificuldades, respeitando o seu ritmo, admitindo que você tem limitações e, sobretudo, compreendendo que o outro também as tem.
Que haja em suas atitudes, sempre que possível, a conduta de quem deseja abandonar o modo imaturo com que vem se relacionando. Que haja a disposição necessária para ocupar o seu verdadeiro lugar: o de gente grande no amor, tão grande quanto você possa se tornar.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Manter a Chama


:: Elisabeth Cavalcante ::

Esta semana quero compartilhar com vocês uma história bastante interessante que recebi pela internet. Embora não saiba a origem do texto, ela me encantou pela maneira simples com que evidencia o quanto, na maior parte do tempo, abandonamos o que deveria ser o foco principal de nossa atenção: manter acesa a chama de nossa luz interior.

Quando os problemas e desafios da vida material se tornam excessivos, nós rapidamente perdemos a capacidade de permanecer centrados e permanentemente alertas quanto ao maior valor que precisamos cultivar, que é a essência divina com a qual todos nascemos, e que permanece inalterada em qualquer circunstância.

Diante dela, tudo o mais deixa de ter importância, mas infelizmente a maioria de nós só adquire esta consciência em momentos cruciais, quando nossa própria vida se encontra ameaçada.

Proponho, então, que comecemos este novo ano, dispostos a não perder de vista a realidade de que a essência da vida é a impermanência, e que ela pode cessar a qualquer instante, sem qualquer aviso. Portanto, manter-nos focados no que de fato importa e não deixar para depois tudo o que for verdadeiramente valioso para nossa alma, é a decisão mais sábia que podemos tomar.

Ainda que possamos traçar metas e objetivos materiais a serem alcançados, o mais importante é saber que nenhuma delas jamais preencherá as reais necessidades de nosso ser. Este necessita apenas de sua própria luz e a nós cabe reconhecê-la e deixar que ela predomine sobre tudo o mais.

"Havia um rei que, apesar de ser muito rico, tinha a fama de ser um grande doador, desapegado de sua riqueza. De uma forma bastante estranha, quanto mais ele doava ao seu povo, mais os cofres do seu fabuloso palácio se enchiam.

Um dia, um sábio que estava passando por muitas dificuldades, procurou o rei.
Ele queria descobrir qual era o segredo daquele monarca.
Como sábio, ele pensava e não conseguia entender como é que o rei, que não estudava as sagradas escrituras, nem levava uma vida de penitência e renúncia, ao contrário, vivia rodeado de luxo e riquezas, podia não se contaminar com tantas coisas materiais.

Afinal, como sábio ele havia renunciado a todos os bens da terra, vivia meditando e estudando e, contudo se reconhecia com muitas dificuldades na alma.
Sentia-se em tormenta.
E o rei era virtuoso e amado por todos.

Ao chegar em frente ao rei, perguntou-lhe qual era o segredo de viver daquela forma, e ele lhe respondeu:
"Acenda uma lamparina e passe por todas as dependências do palácio e você descobrirá qual é o meu segredo".
Porém, há uma condição:
Se você deixar que a chama da lamparina se apague, cairá morto no mesmo instante.

O sábio pegou uma lamparina, acendeu e começou a visitar todas as salas do palácio.
Duas horas depois voltou à presença do rei, que lhe perguntou:
"Você conseguiu ver todas as minhas riquezas"?

O sábio, que ainda estava tremendo da experiência porque temia perder a vida, se a chama apagasse, respondeu:
"Majestade, eu não vi absolutamente nada.
Estava tão preocupado em manter acesa a chama da lamparina que só fui passando pelas salas, e não notei nada."

Com o olhar cheio de misericórdia, o rei contou o seu segredo:
"Pois é assim que eu vivo.
Tenho toda minha atenção voltada para manter acesa a chama da minha alma e, embora tenha tantas riquezas, elas não me afetam".
Tenho a consciência de que sou eu que preciso iluminar meu mundo com minha presença e não o contrário".

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Aceitação



Aceitação
:: Elisabeth Cavalcante ::

Um das lições mais difíceis que precisamos aprender durante nossa vida é a aceitação. O que quer que estejamos vivendo, por mais doloroso que seja, será mais facilmente suportado se conseguirmos aceitá-lo com todo o nosso coração.

Mas, chegar a este estágio, não é algo que aconteça repentinamente, ou sem alguma resistência de nossa parte. Ao contrário, quando um acontecimento nos causa grande sofrimento, tendemos a rejeitá-lo com todas as forças e a sermos invadidos pelos sentimentos de inconformismo e revolta.

Somente quando conseguimos alcançar um estado de consciência no qual percebemos de modo claro que todas as situações que vivenciamos são providenciadas pela existência, porque constituem lições essenciais ao nosso crescimento interior, é que o processo da aceitação começa a se tornar natural.

Até que isto aconteça, experimentamos inúmeras crises que, em sua maioria, tornam ainda mais duras as provas que temos de enfrentar. A maturidade e a sabedoria trazem consigo o precioso dom da aceitação. A partir do momento em que as desenvolvemos, a vida se torna um caminhar mais tranqüilo, onde vamos enxergando em cada fato uma lição a ser aprendida.
Quanto mais cedo chegarmos a este entendimento, maiores serão as chances de nos libertarmos da angustia e do inconformismo.

"Qualquer situação em que você esteja, é uma situação dada por Deus - não a rejeite.. É uma oportunidade, uma ocasião para crescer. Se você escapa da oportunidade, você não crescerá.

As pessoas que vão para as cavernas do Himalaia e começam a viver lá, tornam-se muito ligados às cavernas, permanecem não crescidas. Eles permanecem infantis. Eles não se tornam experientes. Se você as trouxer ao mundo, elas vão ser destruídas, não serão capazes de suportar.

... Sim, é bom de vez em quando se mover para as montanhas, é bonito. Mas, tornar-se viciada, começar a pensar em renunciar ao mundo é totalmente errado - porque é nas tempestades do mundo que surge a integridade. É nos desafios do mundo que se cristalizam. Lu-tsu disse: aceite a situação em que você está. Deve ser a situação ideal para você, por isso você está nela.

A existência cuida de você. Ela é dada a você não sem uma razão. Não é por acaso. Nada é acidental. Tudo o que você precisa é dado a você. Se fosse a sua necessidade estar no Himalaia, você teria estado no Himalaia. E quando surgir a necessidade, você vai achar que você quer ir para o Himalaia ou o Himalaia virá até você.

Acontece... quando o discípulo está pronto, o mestre chega. E quando o seu silêncio interior está pronto, Deus chega. E o que for necessário no caminho é sempre fornecido; A existência cuida como mãe.

Então, não se preocupe. Em vez disso, aproveite a oportunidade. Este mundo de desafios - esta agitação constante no exterior - tem de ser usado. Você tem que ser uma testemunha disso, vê-lo. Aprenda a não ser por ele afetado. Aprenda a permanecer inalterado, tocado por ele - como uma folha de lótus na água. E então você será grato, porque é só por estar alerta de todo o tumulto que um dia, de repente, "os deuses estão no vale." Você vê o desaparecimento do mercado, muito longe, tornando-se um eco. Esse crescimento é real.

E se você pode ser meditativo nas ocupações normais da vida, não há nada que não possa acontecer com você. A luz vai começar a circular, apenas seja vigilante. Medite na parte da manhã e, em seguida, fique perto de seu centro. Caminhe pelo mundo, mas mantenha-se perto do seu centro, vá lembrando-se de si mesmo.

Permaneça consciente do que você está fazendo... E quando as coisas surgirem, aja, mas, não se identifique com a ação. Continue a ser um espectador... Faça o que for necessário, apenas como um reflexo. Faça o que for necessário, mas não se torne um fazedor, não se envolva com o fazer. Faça-o e finalize com ele, como um reflexo".

OSHO - O segredo dos segredos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Não Expor o amor é impedir a própria evolução...


:: Rosana Braga ::

Todos nós, quando nos apaixonamos e investimos num relacionamento, sentimos medo de perder a pessoa amada. Por conta disso, passamos a medir nossas atitudes e, especialmente, nossas palavras. Acreditamos que o silêncio seja uma espécie de garantia, como se o fato de a outra pessoa não saber o que nos incomoda ou o que nos faz sentir inseguros a impedisse de querer ir embora!

É verdade que corremos o risco de criar conflitos difíceis ao expormos o que não estamos gostando na relação, mas o silêncio não é, de forma alguma, sinônimo de que está tudo bem! Muito pelo contrário, pois não há oportunidade de crescimento quando o que é sentido não é exposto, não é manifestado...

Além disso, considero extremamente injusto com o outro não dar a ele a chance de rever suas atitudes, de mudar seu comportamento e tentar evoluir, aprender novas maneiras de compartilhar e de viver a dois. Relacionar-se é uma chance preciosa de crescer e enxergar questões que sozinhos não poderíamos!

Mas quando nos fechamos e preferimos fingir (mesmo que não seja por maldade) que está tudo ótimo, desperdiçamos essa chance e estagnamos, simplesmente para não termos de olhar para o que incomoda, para o que dói e não termos de admitir que há algo a ser trabalhado, seja em nós mesmos ou no outro!

Um relacionamento baseado na aparente indiferença nunca poderá revelar se estamos agindo corretamente ou não. Ficamos presos às nossas verdades, aos nossos motivos e às nossas razões e perdemos a riqueza que existe no outro. E, assim, quando já não dá mais para tolerar o inevitável, tudo acaba e ficamos com a sensação de que nada realmente intenso e verdadeiro foi vivido, compartilhado, trocado e aprendido!

Sugiro que você se exponha, se torne vulnerável, corra o risco de criar conflitos, mas com um objetivo essencial: o de se reconhecer, de aprender e de conhecer melhor a pessoa amada. Conflitos não são, necessariamente, situações destrutivas e que nos levam ao rompimento. Esses são os conflitos vividos por pessoas que querem sempre ter razão, que falam para impor a si mesmas porque não admitem a possibilidade de estarem equivocadas.

Os conflitos podem ser muito bons a partir do momento em que você percebe que pode se tornar uma pessoa e um parceiro melhor porque está disposto a olhar para si mesmo e para o outro. Porque acolhe a si mesmo e ao outro. E isso só pode acontecer quando estamos dispostos a ouvir sem criticar. Questionar, sim! Acusar indefinidamente, não!

Enfim, falar o que você está sentindo e expor o que não lhe agrada é amar o outro no sentido de dar a ele a chance de se rever, de se trabalhar e de transmutar suas próprias limitações. No entanto, o que vejo são pessoas justificando seu silêncio porque preferem a paz, porque não gostam de brigas ou porque não querem magoar a outra pessoa.

Isso é uma grande bobagem, muito mais um escudo que serve para esconder o medo de ser rejeitado, o medo de descobrir que estava errado e o egoísmo por querer parecer o bom, o compreensivo, o injustiçado. Minha bandeira é: Abaixo o silêncio! Viva a verdade e a coragem de expor o amor!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Em vez de POR QUÊ?, experimente perguntar PRA QUÊ?



Em vez de POR QUÊ?, experimente perguntar PRA QUÊ?
:: Rosana Braga ::

Em princípio, as duas perguntas parecem muito semelhantes. Porém, se observadas com sensibilidade e sutileza, encontramos entre elas uma diferença essencial: a intenção com que as fazemos!

Perguntamos por quê? quando estamos vivendo uma fase de conflitos, perdas e frustrações principalmente pelo fato de nos considerarmos injustiçados. Queremos compreender por que a vida ou até mesmo Deus (quanta petulância!) nos colocou numa situação tão dolorosa...

Julgamos, em geral, que existem pessoas bem mais malvadas que nós (ou alguém que amamos muito) e, portanto, elas sim mereciam tal castigo. Não nós, que tantas boas ações temos praticado! Não nós, que tanto temos pedido por ajuda e proteção...

E, assim, perdemos a preciosidade contida na dor! Perdemos a oportunidade valiosa de expandir nossa capacidade de viver bem e feliz. Jogamos pela janela a chance sagrada de evoluir e aprender mais uma lição nesta dimensão, que é a mais verdadeira e eficiente universidade que podemos cursar.

Para mudar essa dinâmica, bastaria mudar a pergunta. Ou melhor, bastaria mudar a intenção ao fazê-la. Em vez de insistir na lamentação e se estagnar no papel de vítima, poderíamos aceitar o convite para um novo aprendizado.

Em vez de resistir e repetir indefinidamente por que comigo?, por que justo agora?, por que com essa pessoa, que é tão boa?, por que de novo?, experimente perguntar pra quê?. Ou seja, qual é a lição contida nesta perda, nesta dor, nesta frustração?

Definitivamente, a vida é um imenso quebra-cabeça, com mais de 6,5 bilhões de peças. Somos, cada um de nós, uma dessas peças. Será mesmo possível compreendermos por que algo acontece aqui e agora, justamente com essa e não com aquela pessoa?

Será mesmo possível nos darmos o direito e a competência de julgar um evento isolado, sendo que não temos a visão do todo? Sendo que estamos muito longe de conseguir avaliar o quanto esse acontecimento vai interferir no cenário final desta imensa figura desenhada pela espécie humana?

A mim, parece prepotência demais! Então, prefiro me ater ao que posso e ao que me parece que a grande maioria de nós pode: cuidar de si e daquilo que interfere à sua volta. E se considerarmos que a atitude de uma única pessoa pode influenciar outras cinco ao seu redor, talvez comecemos a compreender qual é a matemática, ou melhor, qual é a resposta que vale a pena buscar!

Pra que ter um pouquinho mais de paciência com esse momento difícil? Pra que dar um pouco mais de si na harmonização de um conflito? Pra que ser um pouco mais colaborativo num momento de reajustes e mudanças? Pra que ter um pouco mais de fé numa situação de perdas? Pra que, enfim, ser um pouquinho – só um pouquinho que seja – mais gentil que antes?

E daí, sim, poderemos descobrir, de fato e na prática, que cada dia é uma página de exercícios no grande livro que é a história de cada um... E esta é a sua parte: fazer uma página. Apenas uma. A de hoje, a de agora, pra que fique bem claro que existe uma única resposta a todos os porquês: porque tudo é exatamente como tem de ser! Tá tudo certo quando fazemos a nossa parte da melhor forma que podemos!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dicas para um bom sono


:: Conceição Trucom ::

O organismo tem horários. Desta engrenagem não podemos fugir. A hora do sono é sagrada para a reposição celular, para rebobinar o cérebro, permitir o rejuvenescer. O metabolismo basal fica no mínimo, em marcha lenta, permitindo o repouso, a restauração. As avós falavam para as crianças: quem não dorme não cresce. Para os adultos: quem não dorme não se restabelece não se regenera.

Bem, as dicas para um sono de qualidade, ou seja, restaurador e rejuvenescedor são:
1) Sempre tomar um bom banho antes de dormir. Ou seja, jamais dormir com o corpo sujo, pois as vibrações de frescor, relaxamento e limpeza que um banho dá, irão sustentar a qualidade do sono.

2) Evitar tomar café, chás com cafeína (como chá preto e chá mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes.

3) Evitar dormir com a TV ligada, uma vez que isso impede que a pessoa chegue à fase de sono profundo.

4) Se a pessoa dorme cedo - 20 a 21 horas - seu jantar (leve) deve ser realizado no máximo às 19 horas para dar tempo do organismo digerir e o sono não sofrer interferências da demanda energética para digestão.

5) Se a pessoa dorme tarde - depois das 22 horas - sua última refeição (um lanche leve) deve ser realizada até 1 hora antes, pelo mesmo motivo mencionado acima.

6) Concordo com algumas linhas terapêuticas que indicam que qualquer refeição ou lanche realizado após as 19 horas deve ser na forma líquida para poder acelerar o processo digestivo e evitar interferências na qualidade do sono. Exemplos: um arroz com feijão? Bata no liquidificador e tome na forma de sopa. Uma salada de frutas com sorvete? Bata no liquidificador e tome uma vitamina geladinha.

7) Ideal praticar uma atividade física ao longo do dia para evitar o sedentarismo, liberar substâncias que aumentam o estresse e mobilizar a energia basal. Para quem tem insônia, recomendo ainda uma atividade corporal ou meditação ativa antes do banho e de dormir. Tipo dançar, uma série da yoga ou de alongamentos. Aproveite para orar e colocar intenções para este momento de meditação e descanso. Sempre peço aprendizados, sonhos bons, expansão da consciência, soluções para desafios, enfim... Para pessoas com insônia ou fibromialgia, recomenda-se inclusive aulas de natação ou hidroginástica e, assim, provocar um duplo relaxamento: pela atividade física e pela ação do banho de imersão.

8) Na hora de deitar, colocar um copo de água na cabeceira e repetir suas intenções, como desejando que todas as coisas boas destas intenções se materializem nesta água durante o repouso do sono. Pela manhã: beber esta água em postura de gratidão e receber tudo que nela se cristalizou.

9) Existe uma técnica bastante interessante sugerida como prática para insones, que consiste em fazer um ‘escalda-pés’ de 5 minutos em água gelada exatamente antes de deitar. A pessoa já o faz 100% preparada para deitar na seqüência. Minha compreensão deste procedimento é mobilizar a energia concentrada na cabeça para as extremidades do corpo, aliviando assim a mente e suas neuroses.

10) Apagar todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro, pois a luminosidade impede a liberação da melatonina, hormônio responsável pela primeira fase do sono.

11) Não levar livros, laptops ou qualquer estimulante de trabalho ou preocupação para a cama.

12) Tirar da cabeceira o telefone, celular e relógios.

13) Esta é óbvia, mas não custa lembrar: usar colchão e travesseiro de boa qualidade e adequado ao seu peso e tamanho.

14) Recomendo uma sinergia da aromaterapia que chamo "Doril na Ansiedade e Insônia". Ela é uma mistura dos óleos essenciais (OEs) de Limão Tahiti, Laranja Pêra e Lavanda Mont Blanc, que tem como função proporcionar relaxamento, vontade (alegria) de estar consigo e de se respeitar. Ela pode ser usada (à noite) na água da banheira (adultos 3 gotas, bebês 1 gota, crianças 1 a 2 gotas - ou pode ser colocada no travesseiro dos adultos (1 a 3 gotas). No caso de crianças, pode ser colocada (1 a 3 gotas) num pires ao lado da cama. No caso de bebês basta o procedimento da banheira.

15) Ao despertar, após tomar aquele copo de água (ensinado acima), ainda deitado, junte as mãos e esfregue uma na outra até ficarem quentinhas. Faça carinho no seu rosto simulando que está ensaboando e lavando o rosto. Relaxe seu primeiro semblante do dia. Depois, esfregue novamente as mãos e massageie seu abdômen. Faça carinho nele e lembre que o dia vai começar e ele precisa acordar, ou seja, está chegando a hora de troninho. Depois, este carinho pode se prolongar para as demais partes do corpo, sempre com o propósito de acordar-se com muita celebração, gratidão e carinho.

16) Uma vez que levantou, antes do troninho, ir até a cozinha e tomar 1/2 copo de água idealmente morna + suco fresco de 1 limão. Esta é uma receita da milenar medicina Ayurvédica para purificar (ação bactericida), aliviar (ação laxante) e sanar (ação harmonizadora, alcalinizante) todas as dificuldades do organismo. Espere 20 a 30 minutos para realizar a refeição matinal.

As posições de dormir

De lado: é a melhor postura! Mas, deve-se colocar um travesseiro que preencha o espaço entre o ombro e a cabeça. É recomendável abraçar um travesseiro e colocar uma almofadinha entre os joelhos.

De barriga para cima: é uma posição aceitável, mas recomenda-se um travesseiro não muito alto e deve-se colocar um apoio (almofada) abaixo dos joelhos, o que ajudará a manter a coluna reta.

De bruços: é uma posição não recomendável. Diz-se que nessa posição não há como evitar uma lesão na coluna cervical, que pode criar contraturas no pescoço, dificultando o relaxamento e o sono profundo.

Este texto faz parte do livro Simples - Mente - Feliz - Conceição Trucom - Edição Independente Esgotada.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Os buracos não deixam de existir...


:: Rosana Braga ::

Se pensarmos na vida como um longo caminho, podemos fazer analogias interessantes. A começar pelos tão comentados obstáculos que temos de aprender a ultrapassar ao longo dos anos...

Uns maiores, outros menores, cada qual traz consigo seu nível de dificuldade, suas consequentes dores e seus preciosos aprendizados. Mas hoje quero falar, sobretudo, dos buracos. Alguns rasos, outros nem tanto. E existem também aqueles que, de tão profundos, quando caímos neles costumamos usar a expressão cheguei ao fundo do poço!.

É claro que ninguém gosta de cair em buracos. Por menores e mais rasos que sejam, no mínimo nos desestruturam e nos fazem perder o rebolado. Mas o fato é que eles fazem parte de todos os caminhos, de todas as pessoas, sem exceção, embora sejam sempre únicos.

O problema é quando alguém busca conhecimento, estuda e se sente tão crescido que passa a acreditar que isso é o suficiente para eliminar os buracos de seu caminho, para fazer com que eles simplesmente não existam mais. Iludido e enganado por si mesmo, ao se deparar com um, vai ter de lidar ainda com a decepção, a frustração e a sensação de que toda busca não valeu de nada!

Não caia nesta armadilha! Saiba de antemão que os buracos vão existir pra sempre. A diferença entre quem está consciente de si e de seu caminho e quem não está, é que o primeiro vai saber evitar o tombo desviando a tempo do buraco ou, pelo menos, levantar, sair dele e seguir em frente mais rapidamente e, tomara, menos machucado.

E tem mais: podemos perceber, com a repetição de nossas quedas, que muitos dos buracos de nossos caminhos são incrivelmente parecidos, justamente porque a função deles é nos ensinar a mais difícil de todas as lições.

Portanto, se sua lição mais difícil é aprender a ser menos teimoso, ou menos ansioso, ou menos inseguro, ou menos desconfiado, note bem: toda vez que você se distrai ou acelera o passo mais do que deveria, cai num buraco em que parece já ter caído inúmeras vezes antes.

Não é o mesmo! É outro! É novo! Ele se repete à frente para que você acorde e, a cada queda, consiga levantar com mais habilidade, e seguir em frente não reclamando e se lamentando por ter caído mais uma vez; não se criticando e se culpando por ter sido estúpido novamente. Não! Não há nenhuma estupidez na repetição do aprendizado, mas sim vivência, privilégio e sabedoria!

Assim, se você está agora no chão, se acabou de cair num buraco do seu caminho, não se sinta uma vítima e sim um escolhido pelo Universo para se tornar mais forte e mais preparado. Erga-se, mesmo doendo. Saia do buraco, mesmo chorando. E dê um passo à frente, e depois outro e outro, com a certeza de que pode ir bem mais longe...

Outros buracos virão. Novas cicatrizes ficarão cravadas em sua alma. E tudo isso será a prova de que você não veio como espectador e nem como coadjuvante de sua história. Você veio como protagonista e vai chegar até o fim com a dignidade de quem não apenas cumpriu o seu destino, mas o esculpiu com coragem, fé e atitude!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Teu sonho não acabou

Hoje a minha pele já não tem cor
Vivo a minha vida seja onde for
Hoje entrei na dança e não vou sair
Vem que eu sou criança não sei fingir


Eu preciso, eu preciso de você
Ah! Eu preciso, eu preciso, eu preciso muito de você


Lá onde eu estive o sonho acabou
Cá onde eu te reencontro só começou
Lá colhi uma estrela pra te trazer
Bebe o brilho dela até entender


Que eu preciso...


Só feche o seu livro quem já aprendeu
Só peça outro amor quem já deu o seu
Quem não soube a sombra, não sabe a luz
Vem não perde o amor de quem te conduz


Eu preciso...


Nós precisamos, precisamos sim
Você de mim, eu de você.

- Taiguara -


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Coragem


:: Elisabeth Cavalcante ::

Aceitar com tranqüilidade as mudanças que a vida traz para a nossa vida, é um aprendizado difícil e, por isso, nossa tendência inicial é resistir a elas durante algum tempo.

Para muitos seres humanos, os imprevistos são vistos como ameaças durante toda a vida. Eles seguem cultivando um medo do novo que pode tornar sua jornada muito mais difícil, levando-os a desenvolver distúrbios emocionais bastante sérios, como a síndrome do pânico.

Quanto mais resistência há em enfrentar as transformações, maiores são as chances de que a doença e o desequilíbrio se instalem rapidamente. Só há uma maneira de minimizar o temor e a ansiedade que uma mudança traz, é enxergá-la como uma valiosa oportunidade para que provemos nossa força interior.

Essa diferença de postura é essencial para que possamos vencer nossos bloqueios e inseguranças diante de situações desconhecidas. Existem inúmeros recursos terapêuticos que podem nos ajudar neste caminho, só precisamos tomar a decisão e ir à busca daqueles que podem tornar o desafio da mudança menos árduo.

Resistir ao novo como se ele significasse sempre uma promessa de infelicidade, é parte da estratégia da mente para nos manter paralisados, vitimas da estagnação e do medo.

Muitas vezes, aquilo que visualizamos como segurança, não passa de uma prisão, na qual permanecemos durante muito tempo, agarrando-nos à ilusão de que ali o sofrimento não irá nos atingir. Mas o pior que poderíamos experimentar já se encontra presente, que é a incapacidade de nos movermos de modo confiante para outras direções.

Enquanto cultivarmos essa resistência, tudo continuará obscuro, e a luz da consciência jamais se fará presente. Derrubar o muro que nos separa da felicidade e da paz, exige muita força de vontade e, acima de tudo, uma grande coragem para ir de encontro ao desconhecido sem qualquer temor.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Os quatro compromissos com a libertação dos sonhos


Os quatro compromissos com a libertação dos sonhos
:: Conceição Trucom ::

Existem centenas de compromissos que você firmou consigo mesmo, com as outras pessoas, com seu sonho de vida, com Deus, com a sociedade, com seus pais, cônjuge e filhos. Contudo, os mais importantes são os que você fez consigo mesmo, dizendo quem você é, como se sente, no que acredita e como deve se comportar. O resultado é o que você chama de personalidade. Nesses compromissos você diz: "Isso é o que sou. Isso é aquilo em que acredito. Posso fazer certas coisas e outras, não. Essa é a realidade, aquela é a fantasia. Isso é possível, aquilo é impossível".

Um único compromisso não representa tanto problema, mas muitos deles nos fazem sofrer e fracassar. Se você quer viver uma vida de alegria e realização, precisa encontrar coragem para romper esses compromissos baseados no medo e reclamar seu poder pessoal. Os compromissos que vêm do medo exigem um bocado de energia, mas aqueles que derivam do amor nos ajudam a conservar nossa energia e, ainda, receber uma carga energética extra.

Cada um de nós nasce com uma determinada quantidade de poder pessoal, que pode ser reconstruída a cada dia após um descanso. Infelizmente desperdiçamos tudo - primeiro para criar esses compromissos, depois, para mantê-los. Nosso poder pessoal é dissipado por todas as obrigações criadas e o resultado disso é que nos sentimos vazios e frágeis. Temos poder suficiente para sobreviver a cada dia, porque a maior parte dele é usada para manter os compromissos que nos atrelam ao sonho do planeta. Como podemos transformar o sonho de nossa vida quando não temos força sequer para mudar o menor compromisso?

Se não gostamos do sonho de nossa vida, precisamos alterar os compromissos que nos regulam. Quando, finalmente, estivermos prontos para mudá-los, quatro compromissos poderosos nos ajudarão a quebrar aqueles que vêm do medo e drenam nossa energia.

A cada vez que se rompe um acordo, o poder usado para criá-lo retorna ao seu dono. Se você adotar esses quatro novos compromissos, eles criarão poder pessoal suficiente para alterar todo o seu antigo sistema de obrigações.

Você precisa de muita força de vontade para adotar os Quatro Compromissos - mas se você conseguir começar a viver sua vida de acordo com eles, a transformação será impressionante. Você verá o inferno desaparecer diante dos seus olhos. Em vez de viver um sonho infernal, estará criando um novo sonho — seu sonho pessoal do céu.
Don Miguel Ruiz no livro Os quatro Compromissos – Filosofia Tolteca

Neste momento, considero importante recomendar a leitura na íntegra do livro em referência, para compreensão profunda da significância destes quatro compromissos. Eles estão listados abaixo de forma sucinta, mas jamais se sinta satisfeito com esta mera degustação, vá fundo neste compromisso com o resgate dos seus sonhos, com o resgate de você.
Os quatro compromissos para a libertação do mundo da ilusão e conquista do mundo da realidade, da verdade, da meditação, da iluminação, da paz:

1- PRIMEIRO COMPROMISSO: seja impecável com sua palavra. Através da palavra torna-se possível a expressão do poder criativo. A palavra é um instrumento de magia: branca ou negra. Uma faca de dois gumes: pode materializar o mais exuberante dos sonhos ou destruir uma nação. Dependendo de como é usada, ela pode gerar liberdade ou escravidão. Ser impecável é não contrariar sua natureza, é assumir a responsabilidade por seus atos, pensamentos e sentimentos, sem julgamentos ou culpas. Sem peccatu. Ser impecável com a própria palavra é empregar corretamente a sua energia, ou seja, não desperdiçar ou perder energia e poder pessoal. É usar a palavra na direção da verdade e do amor por você. Se você se comprometer a ser impecável com sua palavra, basta essa intenção para que a verdade se manifeste por seu intermédio e limpe todo o veneno emocional que existe em seu interior.

2- SEGUNDO COMPROMISSO: não leve nada para o lado pessoal. Se você leva tudo para o pessoal é porque concorda com o que está sendo dito. Ao concordar todo o veneno passa a fazer parte de você. O que causa seu próprio envenenamento é o que os toltecas chamam de importância pessoal, expressão máxima do egocentrismo. Nada do que os outros fazem é motivado por você, é por causa deles mesmos. Todas as pessoas vivem em seu próprio sonho, nevoeiro ou mente, inclusive você. Se você aceita o lixo emocional do outro, ele passa a ser seu também. Se você se ofender sua reação será defender suas crenças e criar mais conflitos. Então, se você fica brava comigo, sei que está lidando consigo mesma. Sou apenas uma desculpa para você se irritar e fingir que não tem medo. Mas na verdade, sua braveza é uma expressão do seu medo. Sem medo não existe motivo para se irritar, brigar ou me odiar. Sem medo, não há motivo para sentir ansiedade, ciúme inveja.

3- TERCEIRO COMPROMISSO: não tire conclusões. Temos a tendência a tirar conclusões sobre tudo. Interpretar tudo segundo nossa ótica, nossa mente, nossas crenças. É que acreditamos que elas são verdadeiras. Poderíamos jurar que são reais. Tiramos conclusões sobre o que os outros estão fazendo e pensando - levamos para o lado pessoal -, então os culpamos e reagimos enviando veneno emocional com nossa palavra. Por isso, fazemos presunções, estamos pedindo problemas. Tiramos uma conclusão, entendemos de modo errado, levamos para o pessoal e acabamos criando um grande conflito interno, familiar, profissional, mundial, do nada. Como ficamos com medo de pedir esclarecimentos, tiramos conclusões e acreditamos estar certos sobre elas; depois as defendemos e tentamos tornar a outra pessoa errada. Sempre é melhor fazer perguntas do que tirar conclusões, porque as conclusões nos predispõem ao sofrimento. O grande mitote na mente humana cria um bocado de caos, que faz com que interpretemos mal e tudo errado. Apenas enxergamos o que queremos enxergar e escutamos o que queremos escutar. Temos o hábito de sonhar sem base na realidade. Literalmente, enxergamos e escutamos coisas com nossa embaçada imaginação.

4- QUARTO COMPROMISSO: dê sempre o melhor de si. Na verdade, esse é o compromisso de colocar na prática os outros 3 compromissos. Você nasceu com o direito de ser feliz. Nasceu com o direito de amar, de aproveitar e compartilhar seu amor. Você está vivo. Portanto, tome sua vida e a aproveite. Não resista à vida que está passando através de você, porque é Deus passando através de você. Apenas sua existência prova a existência de Deus. Sua existência prova a existência da vida e da energia.

Não precisamos saber ou provar coisa alguma. Simplesmente ser, assumir o risco e apreciar a vida é tudo o que importa. Diga "não" quando tiver de dizer "não" e "sim" quando tiver de dizer "sim". Você tem o direito de ser você. E só pode ser você quando dá o melhor de si. Quando não dá o melhor de si, está se negando o direito de ser você. Essa é uma semente que deve alimentar em sua mente. Você não precisa de grande sabedoria nem de grandes conceitos filosóficos. Não precisa da aceitação dos outros. Você expressa sua divindade estando vivo e amando a si e aos outros. Os primeiros três compromissos só vão funcionar se você fizer o melhor.

Não espere sempre poder ser impecável com as suas palavras. Seus hábitos rotineiros são fortes e enraizados demais em sua mente. Mas você sempre pode fazer o melhor.
Não espere nunca levar nada para o pessoal. Mas faça o melhor e com a maior consciência - presença - possível.
Não espere que vá parar de tirar conclusões apressadas, que vá começar a perguntar com todo o direito que todos temos. Mas com certeza, todos os santos dias de Deus, você pode fazer o seu melhor, tornando todos estes vírus que perpetuam a ilusão, que nos roubam TODAS as nossas energias através das emoções desequilibradas, INÚTEIS.
E mais: conte sempre, para a boa e efetiva prática destes quatro compromissos, com os melhores óculos para enxergar tudo o que acontece à sua volta – interno e externo. Com a melhor ferramenta para desarmar Vítimas e Juízes: o RISO.
Será ele, o riso, que poderá até virar gargalhada – ou choro de tanto riso –, quando você perceber o tanto de mentira e maldade existe em algumas de suas palavras. Será ele que poderá transformar, curar: a força, a magia, a impecabilidade das suas palavras.
Será ele, o riso, quem o fará rir dos momentos em que você levar – qualquer coisa - para o pessoal. É muito risível percebermos nossas próprias armadilhas de aprisionamento no próprio umbigo.
Será ele, o riso, que poderá se manifestar curativamente, na hora em que você esquecer de perguntar e tirar conclusões precipitadas e enganadas pela ilusão da sua imaginativa mente enevoada (que aliás não ri ou acha graça de nada).
Será ele, o riso, que o motivará a dar o melhor de si. E quanto melhor de si, mais vontade de rir, sorrir e gargalhar.
Enfim, o rir nos coloca rapidamente num balão, posição em que podemos nos ver sob uma ótica muito mais ampla, panorâmica, e assim perceber o quanto “O Eu livre que voa” pode rir “de monte” do “Eu aprisionado pelas suas ilusões, crenças e condicionamentos”.
Ra-ra-ra, re-re-re, ri-ri-ri, ro-ro-ro, ru-ru-ru!
Será ele, o riso, que irá fazê-lo relaxar a cada momento, que com a presença do riso será REAL, na coragem "impecável" e "divertida" para se libertar!

Referências: Os quatro compromissos – o livro da Filosofia Tolteca – Don Miguel Ruiz – editora Best Seller e Quero Viver num Planeta que RI - Conceição Trucom - edição independente na forma de livro eletrônico.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Confiar sem se machucar?




:: Rosemeire Zago ::

Quase sempre criamos expectativas em nossas relações pessoais, afetivas, familiares. Confiamos, acreditamos, gostamos e muitas vezes nos decepcionamos e nos machucamos. Criamos ilusões diante de quem conhecemos e quando estes têm comportamentos inesperados, o chão de nossa segurança desaparece e nos sentimos ameaçados. Quando isso acontece, muitas vezes custamos a acreditar nos fatos, apesar deles serem reais e estarem à nossa frente. Como defesa para não sentirmos a dor, negamos, fugimos, mas logo a mágoa volta para nos lembrar que fomos enganados, traídos.

Muitas vezes, dependendo do grau do envolvimento, acabamos por confundir a realidade com nossas necessidades e vemos o outro como desejamos que fosse e não como ele se apresenta. Ou seja, com muita facilidade confundimos ideal com real. Claro que outras vezes, o outro faz de tudo para acreditarmos que ele seja como anjo, mas com o tempo percebemos que estava muito distante disso.

Os principais responsáveis por nossas desilusões somos nós mesmos, pois idealizamos a outra pessoa e, ainda que inconscientemente, projetamos nela a responsabilidade de satisfazer nossas necessidades. Assim, perdemos a capacidade de discernir a realidade da necessidade e a própria responsabilidade de suprirmos nossas carências.

Se reparar melhor e voltar um pouco ao passado, talvez perceba que foi enganado, na verdade, por ignorar sua intuição, sua voz interior, que quase sempre diz: "não vai dar certo, não confie, não vá adiante". Ignoramos nossos valores como se não fosse correto confiar em nossa própria voz. E aí nos enganamos e nos machucamos.

Isso quer dizer que não devemos acreditar nas pessoas? Devemos acreditar acima de tudo em nós mesmos, e muitas pessoas confiam mais em outras pessoas do que em si próprias e esse não é o melhor caminho. O que devemos evitar é colocar todo nosso referencial de vida e valores no outro, deixar de viver a própria vida e viver a vida do outro. Não podemos perder nosso referencial interno, pois ao mantermos nossas referências, ficará mais difícil alguém nos decepcionar a ponto de nos perdermos de nós mesmos.


Algumas pessoas sofrem demais, porque na verdade, esperam demais, ou ao menos, esperam que o outro tenha respeito e valores semelhantes aos seus, o que nem sempre acontece.


Confiar em alguém nos dias de hoje é algo muito delicado. Se você se considera uma vítima constante de pessoas assim, não será hora de parar um pouco e repensar sobre seus próprios valores e a forma de conduzir a própria vida? Ou ainda, não confiar tanto assim? Você pode sofrer por ter sido enganado, mas sofrerá muito mais por ter se deixado enganar. De nada adiantará ficar revoltado, brigar com o mundo, achar que não se deve mais acreditar no ser humano. Mas talvez seja importante para você acreditar acima de tudo em você mesmo.

Lembre-se que quem engana ao outro, na verdade, está enganando e fugindo de si próprio. Ou seja, quem "brinca" com os sentimentos de alguém, quem machuca o outro, está desrespeitando antes de tudo a si mesmo, escondendo-se atrás de máscaras por não conseguir suportar seus intensos conflitos internos. Parece que pessoas assim se esquecem que com o tempo as conseqüências podem se inverter, tendo efeito bumerangue: vai e volta. Estão tão atentas como lesar ou prejudicar o outro que nem conseguem perceber o mal que estão causando a si mesmas e nem se dão chance de descobrirem que podem ser muito felizes sem ser preciso machucar alguém.


Em qualquer relacionamento, e independente do tempo que se mantenha, podemos ouvir o que nos dizem, entender o que pensam, ou melhor, dizem pensar, mas dificilmente saberemos o que realmente sentem. Se até nossos próprios sentimentos nos fogem ao controle, imagine o que o outro sente. Amizade, cumplicidade, ética, responsabilidade, comprometimento, respeito, são valores hoje muito difíceis de serem encontrados.

Talvez por isso, seja tão importante valorizarmos aqueles que nos são caros, que mostram coerência entre o que sentem, fazem e falam. E mais importante ainda, é valorizarmos nossa intuição, que muitas vezes nos diz para não seguirmos adiante, mas ignoramos e seguimos em frente e depois nos decepcionamos, não só com o outro, mas também com nós mesmos. Por isso, observe mais, fale menos e tenha a certeza que para alguém ser especial para você e participar da sua vida, deve respeitar ao outro como a si mesmo o que, infelizmente, poucos conseguem.


Por tudo isso, confie acima de tudo em você! E no máximo em uma folha de papel em branco, se quiser desabafar. E lembre-se do escreveu Jean Paul Sartre: "Não importa o que fizeram com nós, o que importa é aquilo que fazemos com o que fizeram de nós".


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quando te vi amei-te já muito antes



Tornei a achar-te quando te encontrei.


Nasci pra ti antes de haver o mundo






Fernando Pessoa

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

ILUSÕES


Ilusões


:: Elisabeth Cavalcante ::

É incrível a capacidade que a mente possui de criar fantasias e ilusões acerca da realidade. E uma das áreas da vida em que elas mais se manifestam é, sem dúvida, a da afetividade.

Tenho testemunhado inúmeros casos de pessoas que embarcam em situações inacreditáveis, movidas pela ilusão de que encontraram finalmente a pessoa pela qual tanto ansiaram.

E, por mais que o outro dê sinais de não corresponder a este ideal, elas simplesmente não "enxergam", e continuam vivenciando a fantasia por um longo tempo. Demoram a cair na real e só o fazem depois de experimentar muito sofrimento e, em alguns casos, até mesmo serem vítimas de exploração por parte do outro.

Quanto mais ansiedade cultivam em relação ao encontro da alma gêmea ou do amor ideal, mais fácil se torna de acabarem vítimas deste tipo de fantasia, que as faz projetar em alguém o modelo imaginário.

A carência de amor e nutrição emocional em suas histórias de vida as levam a colocar em outra pessoa a única possibilidade de terem preenchidas suas necessidades afetivas. Como se a alegria, a felicidade e o entusiasmo pela vida só pudessem ser alcançados a partir do exterior.

Esta crença é uma das maiores causadoras da angústia que testemunhamos no ser humano. Somente o despertar do amor próprio e de uma autoconfiança sólida, que nos torne capazes de desfrutar de nossa solitude com serenidade, nos tornará capazes de atrair o amor que tanto desejamos.

Pois quando ele vier, não será uma forma de preencher nosso vazio interno, mas sim, um encontro de seres plenamente integrados em sua interioridade, a usufruir do prazer de compartilhar a vida sem qualquer tipo de dependência.

sábado, 24 de outubro de 2009

Tudo                  nos                         falta,
   


     Quando     


                          estamos   em                                             
                                                                 falta   
                                                                                                     como   nos     
       mesmos




"Goethe" 

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

SAUDADES!!


Saudades

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu;
de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que... não sei onde... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês... mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor... declarar sentimentos fortes... seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples "I miss you" ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades... Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital
quando se quer falar de vida e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis! De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...

Clarice Lispector

Na Sua


                                                          



Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem


Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás


Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem


Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem



domingo, 18 de outubro de 2009

O sentido da Vida



"Não sei... se a vida é curta ou longa demais pra 
nós, 
mas sei que nada do que vivemos tem
Sentido, 
se não tocamos o coração das 
pessoas. 
Muitas vezes basta ser: 
colo que acolhe, 
braço que envolve, 
palavra que conforta, 
silêncio que respeita, 
alegria que contagia, 
lágrima que corre, 
olhar que acaricia, 
desejo que sacia, 
amor que promove. 
E isso não é coisa de outro 
mundo, 
é o que dá sentido à vida. 
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem 
longa demais, 
mas que seja intensa, verdadeira, pura...enquanto 
durar....“


(Cora Coralina)


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Por que as pessoas entram na sua vida?


Por que as pessoas entram na sua vida?


Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer... Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".

Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida.

O contrário do Amor


O contrário do Amor


O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros

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